Camilo Castelo Branco em Ribeira de Pena

Evocando a passagem de Camilo Castelo Branco pelas terras de Ribeira de Pena, a Câmara Municipal elaborou, em tempos, um interessante roteiro cultural que mostra sete locais referenciados nas obras deste vulto da literatura portuguesa: a Ponte de Cavês (localizada no concelho de Cabeceira de Basto), e a casa onde viveu em Friúme, a Igreja matriz do Salvador (onde casou), a Capela de Nossa Senhora da Guia, a Capela da Granja Velha, a Ponte de Arame e a Casa do Barroso (estes seis localizados no concelho de Ribeira de Pena).
Igreja Matriz do Salvador
Camilo Castelo Branco é, sem dúvida, uma figura indissociável da história e cultura deste município, situada nas margens do rio Tâmega. Embora tenha nascido em Lisboa (em 1825) e tenha sido fugidia a sua passagem por Ribeira de Pena, foi, porém, na Igreja do Salvador que, em 1841, casou, aos 16 anos, com Joaquina Pereira de França, e também foi neste concelho que nasceu a sua primeira filha, Rosa. Camilo Castelo Branco abandonou Ribeira de Pena, pouco depois de ter casado, fugido «aos punhos de um morgado visigótico». No entanto, e apesar de ter passado muito pouco tempo em Ribeira de Pena, este foi o bastante para o escritor ser considerado o maior divulgador das suas terras e das suas gentes.

O concelho de Ribeira de Pena é constituído por sete freguesias (Alvadia, Canedo, Cerva, Limões, Salvador, Santa Marinha e Santo Aleixo), com uma área total de 217,66 Km2. Faz fronteira a norte com Boticas, a leste com Vila Pouca de Aguiar, a sudoeste com Mondim de Basto, a oeste com Cabeceiras de Basto e a sul com Vila Real – capital do distrito com o mesmo nome.

Igreja da Granja Velha

A designação “Ribeira de Pena” deverá ter tido origem no facto de, na Alta Idade Média, a localidade ter estado integrada nas Terras de Pena (ou de Penha = penhasco), a que se conjuga o facto de também estar situada numa zona de Ribeira: a ribeira do Tâmega.
Ponte de Cavez
O concelho de Ribeira de Pena é dominado pela bacia hidrográfica do rio Tâmega e possui uma riqueza paisagística que impressiona os seus visitantes: tem vales profundos definidos por aquele rio e pelos seus afluentes, extremamente viçosos no seu verde intenso, com uma expressão agrícola, cultural e de povoamento marcadamente minhota. Por outro lado, a Norte e a Sul (acima da cota dos 400 metros) deslumbra-nos com encostas alterosas que penetram em maciços rochosos tipicamente transmontanos. A norte toca a serra do Barroso, a sul a serra do Alvão. Estas diferenças paisagísticas conferem ao concelho uma heterogeneidade única, o que lhe permite constituir-se numa atracção paisagística, pois já há quem chame a Ribeira de Pena a Sintra de Trás-os-Montes.
Casa de Camilo em Friúme
Casa do Barroso
Esta vila do norte de Portugal, que integra a antiga província de Trás-os-Montes e Alto Douro, recebeu o seu primeiro Foral pelas mãos de D.Afonso IV, em Tentúgal, a 29 de Setembro de 1331.
A Ribeira de Pena está, também, ligado D. Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino no tempo de D. João I, por ter sido proprietário, pelo seu casamento com D. Leonor Alvim, de diversas propriedades no concelho. Uma delas, a Quinta da Temporã, fez parte do dote da filha que casou com um filho bastardo de D. João I, casamento que deu origem à Casa de Bragança.
Ponte de Arame
Capela Nª Sª da Guia
As gentes de Ribeira de Pena souberam, ao longos dos tempos, criar uma gastronomia caracterizada por uma variedade de aromas e sabores que as actuais gerações teimam em preservar: são as Carnes, os Peixes, a Doçaria e os Vinhos
Faça uma visita às terras e às gentes de Ribeira de Pena e vai ver que não se arrepende!
(Imagens retiradas da net)

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