Com Meca, aqui ao lado

O passeio que lhe sugerimos neste post tem como cenário a região do Oeste.
«Há uma luz muito especial, tonalizada pelas águas do Atlântico, que banha as colinas suaves destas paragens, colinas que já foram leito de mar antes de se tornarem nos cemitérios de fósseis, com destaque para os de dinossauros, que abundam hoje por toda a região. Uma luz que, mais do que física, parece ter algo de espiritual, sobretudo agora, no Outono, quando o dourado velho nos vinhedos maduros se estende a perder de vista pelo poente adentro, ao encontro de campanários das igrejinhas singelas que pontuam o cenário – dominado pelo maciço da serra de Montejunto, área de paisagem soberba e protegida e que é o ponto mais alto de toda a região Oeste.
Comece por Alenquer, a «vila-presépio» que foi terra de Damião de Góis – essa figura ímpar do Renascimento português (…) –, justamente a «sede» de um dos circuitos da Rota da Vinha e do Vinho do Oeste, o circuito das Quintas de Alenquer. E, como que a demonstrar todo esse ambiente de espiritualidade que a luz encerra e traduz, tome a estrada 365-1, em direcção ao Norte, e vá conhecer, meia dúzia de Kms adiante, em Meca, precisamente, a basílica de Santa Quitéria, uma construção do século XVIII com semelhanças notórias às basílicas da Estrela e de Santo António da Sé, em Lisboa, suas contemporâneas. Sabia que tinha Meca aqui mesmo ao lado?
(…) Entrando, depois, em Porto da Luz, seguido por estradas secundárias e municipais bordejadas de vinhedos e de canaviais, sempre com um cheiro a mosto a espreitar a cada curva do caminho, descubra, de aldeia em aldeia, um mundo de uma ruralidade contagiante que o vai levar, no final da rota, até [algumas quintas que deve visitar].
Como não lhe devem passar despercebidos tanto os moinhos de vento, numerosos ainda na região, como as igrejas singelas que enriquecem todas as aldeias: Nossa Senhora da Piedade, na Mercena; Nossa Senhora dos Prazeres, na Aldeia Galega; a de Santa Maria Madalena, em Aldeia Gavinha; ou a de São Sebastião, na Espiçandeira. É claro que Alenquer tem, ela própria, templos, monumentos e motivos de interesse que justificam uma atenção especial. A igreja de S. Francisco, por exemplo, e o seu claustro, construção do século XIII que pertenceu ao primeiro convento franciscano de Portugal.»
In Guia Essencial - Expresso

Na Beira do Dão e do Viriato

Viseu, sede de um distrito prenhe de tradição e vultos ilustres da cultura portuguesa é, também, berço de gente hospitaleira, pujante gastronomia e de uma região vitivinícola (Dão Lafões) e turística marcante. É ainda, espaço ligado à história de Viriato, intrépido guerreiro e chefe dos lusitanos, que infligiu sucessivas derrotas aos invasores romanos, até ser morto à traição por um verdugo em quem confiava. A honrar o nome e a memória do bravo lutador, imortalizado por Camões, a Cava, junto à Feira de São Mateus, é ponto de passagem recomendado.

Esquadrinhe depois outros encantos da cidade que, como poucas, trava com zonas verdes e cuidadosos jardins o avanço furioso do betão. Em redor da parte velha, abunda património histórico, arquitectónico e artístico, casos da Sé Catedral (séc. XIII e XIV), Igreja da Misericórdia, e o Museu Grão Vasco (até reabrir, a 18 de Maio, a colecção de pinturas e do mestre viseense e dos seus colaboradores continua exposta na ala norte da Igreja da Misericórdia, horário: 4ª a Domingo, das 10h às 18h encerra à 2ª). Dê uma volta (se o tempo ajudar, claro) pelo Parque do Fontelo, para tonificar os pulmões, enquanto relaxa e aguça o espírito para o resto da viagem.
O próximo destino é Santar (EN 231), a cerca de 15 quilómetros. Controle o horário de modo a desfrutar da visita (…) ao solar dos condes de Santar (séc. XVII e XVIII) e à Igreja matriz. Nesta, cuja construção original remota ao séc. X, destacam-se as pinturas no tecto e os retábulos em talha; e, naquele, a capela dedicada a S. Francisco de Assis, o Museu dos Coches, a adega, a cozinha velha e os jardins setecentistas. Em Nelas, veja a Igreja Matriz e os solares do visconde de Pedralva e da Família Sacadura Bote.
Quando chegar a Mangualde (EN234), espie a Igreja Matriz, o Palácio Anadia (…) - e o Santuário da Sª do Castelo, de cuja torre ameada, com 38 metros, se avistam panoramas surpreendentes das Serras da Estrela e do Caramulo. A curta distância, a Anta da Cunha Baixa (monumento nacional, constituído por câmara poligonal com noves esteios e tampa de cobertura) e a Orca dos Padrões. Vença nova etapa em Penalva do Castelo, pela EN 329-I, para ver a Igreja da Misericórdia, o pelourinho e a casa da Ínsua. Este imponente palacete senhorial (séc. XVIII), tem loja onde faz venda de alguns bens que produz, organiza provas de vinhos e visitas guiadas aos jardins - considerados os melhores da Beira -, adega e capela.
A natureza viçosa e alegre, acompanha-nos em todo o circuito. Vinhedos e campos de semeadura confinam com a densa floresta. Ladeando as estradas, pouco sinuosas e de bom piso, explode o florido de giestas e plantas bravias, numa sinfonia de cor, matizada pelo tom rude das casas de granito e dos muros de xisto. Antes de atingir Sátão, onde deve observar a Igreja Matriz, o Solar dos Albuquerques e o maior eucalipto do país, detenha-se em Esmolfe, para mais um contacto com a pré-história - a Anta do Penedo do Com, monumento funerário do neolítico - e, em Rio de Moinhos (EN 329), admire a igreja Matriz, o pelourinho e a Capela de Nª. Sª. dos Prazeres. No regresso a Viseu (EN 229), rebobine o filme e armazene o melhor, para rever mais tarde.
In GUIA ESSENCIAL - Expresso

Este passeio decorre em plena região da Beira Alta, pelo que sugerimos não se esquecer de provar, para além dos vinhos do Dão, os fumeiros e enchidos, assim como os queijos e doces.

As Amendoeiras em flor

Percorrendo as encostas vinhateiras que descem para o Douro, tomando contacto com um valioso património histórico e assistindo a um espectáculo assombroso e inesquecível: as amendoeiras em flor.
Começando em S. João da Pesqueira, onde merece uma visita a zona histórica da Praça da República, que alberga o Arco da Porta do Castelo e a Torre do Relógio da época medieval, junto à Igreja da Misericórdia. Emblemáticos são também a setecentista Casa do Cabo, o Palácio de Sidrô e a 3km o miradouro de S. Salvador do Mundo, varanda privilegiada sobre o Douro e Barragem da Valeira.
Tomando a EN 222, direcção de Penedono, com o vale do Rio Torto à direita, encontra pouco depois bordejando a estrada e as vinhas, as primeiras amendoeiras coroadas por lindas flores.
Durante cerca de 6 km, até ao casario da Senhora da Estrada, irá atravessar um dos maiores amendoais do país, recomendando-se estacionar aqui e acolá para admirar o extraordinário manto cor-de-rosa e o invulgar fenómeno produzido pelo vento nas ramagens fazendo lembrar as ondas do mar.
Siga sempre na direcção de Foz Côa, encontrando pelo caminho várias manchas importantes de amendoeiras que nos dão a sensação de cruzarmos um tapete de flores.
Cortando no entroncamento para a Estação do Vesúvio, desvie depois para Numão para visitar o castelo, entrando pela Porta do Sol, que oferece a 704 metros de altura um panorama soberbo sobre a região e uma visão invulgar à sua volta sobre as amendoeiras em flor.
Desça para o Vesúvio, por trajecto perdido no tempo que termina junto às águas do Douro e de um actual apeadeiro da linha Porto-Pocinho, local donde se contemplam os seculares socalcos do vinho, salpicados pelas cores das amendoeiras.
Volte à estrada principal para fazer um alegre trajecto, passando por Sebadelhe e Touca, ladeado por amendoais um pouco por todo o lado.
Poderá ainda optar pelo desvio a 3km para Freixo de Numão, com o seu Castelo Velho, a via romana, o centro histórico e as ruínas romanas do Prazo.
Atingida a IP2, vire para Vila Nova de Foz Côa, oportunidade para admirar as gravuras rupestres do vale do Côa, dispondo o Parque Arqueológico de três itinerários de visita (Castelo Melhor, Canada do Inferno e Muxagata) com marcação prévia.
Prosseguindo para norte transponha o Douro pela Barragem do Pocinho e após panorâmica subida chega-se a Torre de Moncorvo. Aqui é imperativo visitar a Igreja Matriz, toda feita em granito, com uma imponente torre sineira e um valioso interior donde sobressai o Tríptico da Parentela de Santa Ana. (…).
In GUIA ESSENCIAL - Expresso
Este passeio decorre na Região Demarcada do Douro, que integra concelhos ou parte deles, de vários distritos e regiões: Vila Real e Bragança, da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, Viseu e Guarda, da região da Beira Alta.
Aproveite para conhecer alguns usos, costumes e tradições, assim como peculiaridades gastronómicas destas regiões.

Por miradouros até às Fisgas de Ermelo

Neste post «sugerimos-lhe um passeio que começa na zona vinhateira do Douro [Região Demarcada do Douro – Património Mundial] e termina a percorrer uma das estradas mais bonitas de Portugal até junto de um verdadeiro monumento da natureza, as Fisgas de Ermelo.

Inicie o passeio na cidade da Régua, a capital da produção do vinho do Porto, e sai em direcção a Vila Real, tomando a estrada EN 313. Passados 15 Km faça um pequeno desvio até Covelinhas, virando à direita, seguindo as setas que indicam Galafura – São Leonardo, até chegar a um entroncamento na estrada EN 313-2 e daí até ao miradouro de S. Leonardo da Galafura. Este era um dos locais preferidos de Miguel Torga para admirar o rio Douro. Uma placa com um pequeno extracto da obra «Diário XII», relembra essa preferência e como o Douro inspirou o poeta.

Aqui, o ondular das montanhas cinzentas, o verde das vinhas e o azul da água em marcha lenta envolvem o passeante e convidam-no a gozar o prazer da paisagem. Porque tudo é tão provocadoramente belo, há o risco de esquecer a circunstância de ter sido o homem a esculpir aquela beleza singular donde brota o vinho mais famoso do mundo. Retorne à estada EN 313 e siga até Vila Real, a capital de Trás-os-Montes. Na cidade, não deixe de visitar a magnifica Casa de Mateus. Trata-se de um dos melhores exemplos de arquitectura civil barroca. Constituído no século XVIII, alguns autores atribuem a autoria do projecto ao arquitecto italiano Nicolau Nasoni, sobretudo pela exuberância barroca da fachada principal e da capela. É dos poucos palácios nobres portugueses que sempre se conservou, e ainda assim permanece, na posse da família primitiva. Actualmente parte do edifício está aberto ao público, apresentando-se como uma autêntica casa-museu.(...).

Aproveite a oportunidade de e conheça um dos mais curiosos e importantes santuários rupestres do país. Caso o seu dia de visita não coincida com uma segunda-feira dia em que encerra, vá até ao Santuário de Panóias. O caminho é fácil e está bem assinalado. Siga pela mesma estrada que o trouxe a Mateus e siga até Constantim. Passados cerca de 100 metros vire à esquerda seguindo a seta que indica Panóias. O horário da visita é das 9h às 12h e das 14h às 17h. Trata-se de um monumento ancestral, composto por fragas escavadas com diversas incrustações rupestres. Admite-se que os romanos fizessem aqui sacrifícios animais em honra de deus Serápis.

Volte a Vila Real, contorne a cidade e apanhe o IP4. Permaneça nesta estrada até à saída nº4 e corte em direcção à Campeã e Mondim de Basto. Entra assim na estrada EN 304, considerada por muita gente, e com razão, como a estrada mais bonita de Portugal.

O passeio leva-nos, através de paisagens maravilhosas e alguns precipícios, até ao Parque Natural do Alvão. Parte do Parque pertence a Vila Real enquanto a outra a Mondim de Basto.

No Parque ainda se encontram aldeias com modos de vida tradicional, e bem preservadas, como sejam os casos de Ermelo e Lamas d’Olo. A zona de Lamas d’Olo, granítica e situada a uma altitude de 1.000 metros, está separada da zona xistosa, que tem por centro o Ermelo. Entre elas, uma barreira de quartzito forma um degrau com cerca de 200 metros de desnível por onde cai o rio Olo. Aqui ficam as famosas quedas de água das Fisgas do Ermelo. Nesta zona rochosa, com vegetação de tipo mediterrâneo, pastam cabras selvagens por entre as escarpas íngremes. A pecuária é, aliás, nesta zona, uma actividade económica importante, criando-se uma espécie de gado autóctone, o maronês.»

Mapa do Passeio>>>

In GUIA ESSENCIAL – Expresso

NOTA: Entre a zona de Lamas de Olo, (altitude de 1000m), e a zona de Ermelo (vale submontano e altitude de 450m), existe uma barreira de quartzitos responsáveis pela transição brusca entre as duas zonas, originando um "degrau" cuja charneira são as quedas de águas das Fisgas de Ermelo. Em linha recta, as duas localidades distam 8 km.
O que se costuma designar como «as Fisgas de Ermelo» é um conjunto de três grandes quedas de água, pequenas cascatas e rápidos do rio Olo. Estas são, efectivamente, um dos aspectos mais notáveis do Parque Natural do Alvão (PNA), que se reparte entre os concelhos de Vila Real e Mondim de Basto e que possui uma área de 7.220 hectares.
As Fisgas de Ermelo estão localizadas no concelho de Mondim de Basto, distrito de Vila Real e “região” de Trás-os-Montes e Alto Douro, embora parte do referido concelho apresente características mais próximas da vizinha “região” do Minho.

Miguel Torga e São Leonardo de Galafura

São Leonardo de Galafura era, indubitavelmente, um dos locais predilectos de Miguel Torga para observar, admirar e inspirar-se no rio Douro.

Quem visita este fantástico miradouro, localizado em plena Região Demarcada do Douro, num monte constituído por sílex e quartzo (e habitado, em tempos idos, por romanos e mouros), pode ler, numa placa em azulejos e noutra em metal, um pequeno extracto da obra «Diário XII»:

S. Leonardo de Galafura, 8 de Abril de 1977
«O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza. Socalcos que são passados de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor pintou ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis de visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta».
                                                                                    Miguel Torga in "Diário XII"


Também na parede traseira da capela de São Leonardo está colocado um painel de azulejos com um poema de Miguel Torga, que marca bem o quanto o Douro inspirou o nosso poeta:

São Leonardo da Galafura

À proa dum navio de penedos,
A navegar num doce mar de mosto,
Capitão no seu posto
De comando,
S. Leonardo vai sulcando
As ondas
Da eternidade,
Sem pressa de chegar ao seu destino.
Ancorado e feliz no cais humano,
É num antecipado desengano
Que ruma em direcção ao cais divino.

Lá não terá socalcos
Nem vinhedos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz
Envelhecida;
Rasos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida.

Por isso, é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!
                                          Miguel Torga
               
São Leonardo pertence à freguesia de Galafura, concelho da Régua,
distrito de Vila Real, “região” de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Desta Região sugerimos que fique a conhecer melhor o seu fumeiro e enchidos, os doces, sem esquecer os famosos vinhos de mesa (Douro, Valpaços, por exemplo) e os vinhos finos.

Pela costa alentejana

Em tempo de canícula nada melhor do que fazer um passeio junto ao mar, refrescar-se com a brisa marítima e mergulhar nas águas atlânticas da costa alentejana.
Inicie o passeio em Vila Nova de Mil Fontes (a terra dos três erros: não é vila, não é nova e não tem mil fontes).
Aqui aproveite para admirar a beleza natural da foz do rio Mira e as águas calmas do mar. Nesta zona andaram celtas, fenícios, gregos, cartagineses, romanos e árabes e, desde sempre, foi porto seguro de marinheiros e de piratas. Dos antigos combates sobrevive a fortaleza mandada construir por D. João IV, para prevenir incursões pelo rio. Há alguns anos foi adaptada a turismo de habitação.
Tome a EN393, atravesse o rio, e vá até às Furnas, cadeia de enseadas arenosas cada vez mais pequenas e inacessíveis à medida que se caminha para jusante do estuário. Apesar do seu aspecto calmo tenha atenção às correntes. Siga pela estrada principal para nove quilómetros depois chegar a Almograve. Quem aqui vem pela primeira vez fica impressionado com a dimensão das dunas. A praia divide-se basicamente em duas zonas: uma primeira concha entalada entre as arribas e, mais para sul, um segundo areal protegido pelas imponentes dunas.
Tome daqui uma estrada estreita com uma placa a indicar a povoação do Cavaleiro. Passe a aldeia rumo ao farol construído em 1915 no alto de uma arriba que prolonga ligeiramente o Sudoeste Alentejano pelo mar dentro.
Aqui as gaivotas e outras aves voam paralelas ao mar em busca de peixe. Ilhotas e rochedos testemunham a milenar luta entre o mar e a terra e no próprio aspecto das paredes rochosas podem distinguir-se marcas de antigos cataclismos: os estratos, outrora horizontais, foram rodados pela força das convulsões geológicas, mergulhando perpendiculares no mar, assemelhando-se a gigantescos bolos folhados.
Depois de apreciar os afloramentos rochosos que saem da água, siga em direcção à Zambujeira do Mar. Apesar da tradição e do crescimento turístico, o essencial da povoação não mudou: o miradouro sobre a praia, as esplanadas onde se pode saborear um peixe grelhado enquanto se olha para as ondas a rebentar lá em baixo ou o casario correndo pela encosta.
Onde se nota uma diferença mais vincada é, para norte, no pequeno porto da Entrada da Barca. Aqui, onde havia abrigos rudimentares para os barcos de pesca, há agora um pequeno porto de abrigo com rampa. Onde funcionavam pequenas tabernas, há hoje restaurantes de pedra e cal. Entre em qualquer um deles e delicie-se com os sabores que chegam do mar.
Pode continuar o passeio mais para sul, onde vai encontrar praias semi-desertas ou fazer uma incursão para o interior e visitar São Teotónio.
In Guia da Semana – Expresso
Quando se decidir a visitar esta ou qualquer outra zona do Alentejo (que se estende da fronteira com Espanha, a Este, até ao Oceano Atlântico, a Oeste), não se esqueça de provar e saborear os respectivos Vinhos, os Enchidos e o Fumeiro, assim como a Doçaria e os Queijos.
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