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Sé da Guarda | Uma visita

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O retábulo-mor, em pedra de Ançã, é atribuído ao escultor João de Ruão. Ao longo de seis andares, várias estátuas mostram a " Paixão e Morte de Cristo ", assim como a " Anunciação " e a " Apresentação de Jesus no Templo ". Destaque ainda para os evangelistas e figuras do Antigo Testamento e para a Nossa Senhora da Assunção , no centro do retábulo. Começada a edificar em 1390, a actual Sé da Guarda encontra-se situada no centro histórico da cidade, no interior das muralhas do que foi uma das principais praças-fortes portuguesas. Predominam os estilos: românico, gótico e manuelino . A catedral tem planta em cruz latina, com três naves, transepto saliente, abside e dois absidíolos de planta poligonal. Dispõe ainda de contrafortes e arcobotantes. Tem cinco tramos; dois andares com clerestório e a cruzaria é de ogivas e estrelada. Dentro do românico, destaque-se a horizontalidade do monumento, arco pleno, cachorrada e contrafortes. Já no que toc

Igreja Matriz da Golegã | Uma visita

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A Igreja Matriz da Golegã distingue-se pela sua torre sineira saliente Edificada no século XVI, a Igreja Matriz da Golegã , cujo orago é Nossa Senhora da Conceição , sofreu profundas influências da época manuelina. Contudo, no templo predominam os estilos gótico, manuelino, barroco e revivalista . Embora a tradição atribua a construção ao rei Venturoso , a planimetria, volumes e estruturas apontam para uma data mais recuada; D. Manuel terá apenas ampliado e decorado o templo. A nível planimétrico, volumétrico e estrutural, o templo insere-se dentro do gótico mendicante: tem cinco tramos, naves cobertas de madeira, sendo a central mais alta, e cabeceira abobadada. O arco triunfal é ainda gótico , bem como a estrutura da abobada absidal em vários panos e não única, como no manuelino; anteriormente à reforma manuelina é provável que o templo possuísse transepto, dada a deficiente união da cabeceira com as naves. Do manuelino são o pórtico oeste e os laterais, a decoração de

Castelo de Belver | Uma visita

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Das muralhas da edificação avista-se Belver. Dentro da cerca do castelo, a norte, encontra-se a capela de São Brás. D. Afonso Henriques , na sua saga contra os mouros, chegou bem além do Tejo, mas naquela época as terras mudavam de senhorio com facilidade. Pensou bem o seu filho, D. Sancho I , em preferir a defesa à conquista. O Tejo passou então a fronteira natural e o monarca tratou de erguer fortificações a norte do rio, numa região na altura chamada Guidintesta . Assim nasceu o castelo de Belver , a poucos quilómetros de Abrantes e sobranceiro ao rio. O rei doou as terras a uma das quatro ordens militares de então, a dos Hospitalários de São João de Jerusalém , sob condição de construírem o castelo. A carta de foral data de 13 de Junho de 1194, mas os trabalhos apenas se concluíram 18 anos depois. Os Hospitalários , que tinham como casa-mãe o mosteiro fortificado de Leça do Balio , por aqui se fixaram até que, em 1310, por determinação de Álvaro Gonçalves Pereira , p

A Cultura a sul do Rio Douro | Descobrir Portugal

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A antiga região do Douro Sul abrange um vasto território que, como o próprio nome indica, se situa a sul do imponente Rio Douro , marcando a zona de transição entre o centro e o norte interior de Portugal. Caracterizada pela sua beleza paisagística, pela monumentalidade do seu património edificado e pelas preciosidades artísticas que possui, esta região atrai também pela conhecida gastronomia tradicional, aliada aos usos e costumes que marcam e definem o perfil das suas gentes. Da diversa e rica produção artesanal às raras preciosidades dos tempos passados, encontramos um requintado gosto apurado dos seus artistas de outrora. Pintura, escultura, ourivesaria, talha dourada ou azulejaria são algumas das espécies, sacras ou profanas, que podemos apreciar em toda a região, espalhadas pelas igrejas, conventos ou solares, no Museu de Lamego ou nos Museus Municipais . Cada igreja no Douro é um monumento entre a Capela Visigótica de São Pedro de Balsemão (século VII) e o esplendo

Serra do Marão – Tradições artesanais ao serviço da evolução | Descobrir Portugal

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  As aldeias da Serra do Marão mantêm as tradições artesanais que, ao longo dos séculos, se desenvolveram e deram resposta às necessidades quotidianas da vida da casa e da lavoura. Numa evolução funcional que além da resposta às tarefas e objectivos procurava também melhorar o aspecto estético e a adequação aos utilizadores, ainda hoje se mantêm muitas dessas funções, com a particularidade de serem actualmente artigos de adorno, decoração ou colecção. A cestaria , a tanoaria e a latoaria são os mais representativos numa região vitivinícola que abrange terras de vinhos generosos e de vinhos verdes. Os linhos , para além do seu uso habitual para fins domésticos, contêm também o prazer simbólico de descobrir e ver peças ricamente decoradas e tecidas e as histórias a muitas delas associadas. Por sua vez, o barro sempre foi um elemento nas alfaias domésticas, disseminando-se pela generalidade das terras os oleiros que davam resposta às necessidades de guardar, transportar ou co

Verde Minho - Os valores da tradição | Descobrir Portugal

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  Alinhando pelo diapasão que " na Natureza nada se cria, tudo se transforma ", uma peça artesanal envolve sempre todo o carisma da região onde está inserida, reflectindo os fortes valores da tradição. Nesta linha de raciocínio, o artesanato minhoto assume particular relevo na sua diversidade, sendo a região que melhor se interdisciplina com a realidade envolvente, conseguindo, desta forma, uma sólida identificação com a vivência comunitária tão própria e característica do Minho . Desde trabalhos em cestaria, tecelagem, instrumentos musicais ( cavaquinhos ou bandolins ), linho, lã, algodão, bordados, cerâmica e olaria , passando por trabalhos em ouro (filigranas) , madeira, pedra, azulejo, ferro forjado, couro, metal ou cobre , de tudo um pouco se encontra na antiga região do Verde Minho , compreendida do Vale do Cávado ao Vale do Ave e Vale do Sousa . (…) Fonte: “Descobrir Portugal”, Junho de 2002 (texto editado e adaptado) Sugestões: Alto Minho - Sabor de gente

Nordeste Transmontano “Capa de Honras" Mirandesa | Descobrir Portugal

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"Capa de Honras" mirandesa А região do Nordeste Transmontano distingue-se, em particular, pela sua sericicultura e pela " Capa de Honras" mirandesa . A seda sempre foi considerada um material nobre, de luxo, encontrando-se sobretudo nos paramentos das igrejas, e no vestuário usado na corte e nas grandes casas. Foi na região de Trás-os-Montes que se verificou uma conservação mais tardia da criação do bicho-da-seda, a extracção artesanal do fio do casulo e a tecelagem caseira que com ele se fazia, como comprovavam, no século XVIII, os 250 teares da fábrica de Bragança ou as 40 caldeiras para desnovelar casulos que compunham o filatório na freguesia de Chacim (cujas as ruínas ainda hoje se podem visitar). Grande parte dos habitantes de quase todas as aldeias transmontanas integrava o trabalho de produção do casulo, o que constituía para todos uma economia caseira razoável atendendo ao facto de que a sua venda era sempre certa. Contudo, esta florescente e r

Alto Tâmega e Barroso - Artesanato regional | Descobrir Portugal

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Barro de Vilar de Nantes - Chaves " Escravos de uma terra hostil e de uma sociedade hostil, simples e toscos instrumentos de produção nas mãos injustas da vida, como poderiam eles descer à grande fundura dos sentimentos limados e gratuitos? " Miguel Torga - Novos Contos da Montanha Olaria Trabalhar o barro, dar à luz, num universo de fogo abafado, pratos, púcaros, jarras e outros objectos pretos, é a actividade dos oleiros de Vilar de Nantes . Esta localidade fica situada a 5 km de Chaves, na margem esquerda do rio Tâmega e é conhecida como " Terra dos Pucareiros ". Cestaria Na região do Alto Tâmega e Barroso , a indústria artesanal de "cestaria" deve remontar aos povos ancestrais. Da necessidade de guardar ou transportar cereais, surgiram os "cestos”, feitos de vime, de fitas de madeira de salgueiro ou de castanho bravo. A tradição mantém-se tendo, no entanto, um carácter mais decorativo e adaptado às exigências e gostos actuais.

Alto Minho - Sabor de gentes e terras | Descobrir Portugal

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Como expressão viva do que é uma actividade económica de transformação de matérias-primas em objectos utilitários e/ou decorativos, a região do Alto Minho apresenta a todos os visitantes e turistas que queiram descobrir o artesanato local vários itinerários ( Minho, Lima e Cávado ) que reflectem o modo de vida de um povo que tem na tradição e na transmissão de valores o reflexo de uma cultura e o sustento de uma actividade criativa. A cerâmica, a tecelagem, a cestaria ou os bordados , entre outros, são ainda hoje um retrato fiel dos artefactos da zona, mantendo-se seguidores a uma tradição de séculos na procura de uma maior qualidade na oferta turística. Podemos então encontrar no Alto Minho inúmeras manifestações de artesanato que vêm sobrevivendo a uma era de industrialização, mesmo depois de um período difícil em que a emigração nacional e internacional fez decrescer o número de artesãos e artesãs – o artesanato reveste-se cada vez mais como património e símbolo de uma regi

Uma visita à Quinta das Lágrimas e à Fonte dos Amores em Coimbra

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Nos jardins da Quinta das Lágrimas acumulam-se memórias desde o século XIV, tanto nos elementos construídos como nas suas árvores, nas suas lendas populares e na sua verdadeira história. O documento mais antigo onde a Quinta é referida data de 1326, ano em que a Rainha Santa Isabel mandou fazer um canal para levar a água de duas nascentes para o Convento de Santa Clara . Ao sítio de onde saía a água chamou-se " Fonte dos Amores ”, por ter presenciado a paixão de D. Pedro , neto da Rainha Santa , por Inês de Castro . A outra fonte da Quinta foi baptizada por Camões de " Fonte das Lágrimas ", por ter nascido das lágrimas que Inês chorou ao ser assassinada.   O sangue de Inês terá ficado preso às rochas do leito, ainda vermelhas depois de 650 anos... " Lágrimas são a água e o nome amores ", escreveu Camões nos " Lusíadas ". Em 1650, a Quinta foi murada, fizeram-se caminhos e muros que suportam a terra e as árvores da mata e construiu-se o