Um Vinho com história, na Região Demarcada do Douro
Neste post vamos falar de um passeio pela Rota do Vinho do Porto, na Região Demarcada do Douro.
«A paisagem é uma paleta de cores entre o verde e o amarelo, o castanho e o avermelhado.
O Alto Douro Vinhateiro corresponde apenas a 24.600 ha da mais antiga região demarcada do mundo e é, desde o ano 2000, Património da Humanidade.
Sobre a obra do rio Douro e seus afluentes, o homem transformou, a pulso, montanhas de xisto em terras de cultivo em terraços.
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A pisar as uvas num lagar tradicional na região do Douro |
Peso da Régua, a capital comercial do vale do Douro, é o nosso ponto de partida.
Ao longo de séculos foi local de recolha de vinho do Porto, que daqui seguia em tonéis de madeira de carvalho, nos barcos rabelos, rio abaixo até à cidade do Porto.
A Casa do Douro (1932) e os seus vitrais merecem uma breve visita.
A próxima paragem é Cambres, na margem esquerda. (…). De novo na N222 na direcção da vila do Pinhão siga ao longo de 18 quilómetros (…).
Já no Pinhão não deixe de observar os azulejos da estação de comboios, referentes à vida no Douro e o Vintage House Hotel, cuja Academia do Vinho divulga o mesmo através de cursos e provas.
Ainda nas imediações, vá até Casal de Loivos, onde em solar do mesmo nome (século XVII), tel. 254 732 149, funciona um belo turismo de habitação.
Uma vez aí perceberá porque Miguel Torga apelidou o Douro de poema geológico.
Em direção a Gouvinhas e ao final do percurso, pare em Chanceleiros no solar do visconde (1827) (…).
O último troço desta Rota faz-se por caminho sinuoso com aroma a esteva. O destino retemperador é a Quinta do Crasto (…).
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Dois aspetos da Quinta do Crasto, em Gouvinhas, na Região Demarcada do Douro |
Delicie-se com alguns dos melhores vinhos da região aqui produzidos e peça para ver o marco que delimitava a região no tempo do Marquês de Pombal.» (1)
(1) In Guia da Semana – Expresso