Galaicofolia - 2000 anos em festa!


A Câmara Municipal de Esposende, depois do sucesso verificado no ano passado, vai realizar o evento "Galaicofolia - 2000 anos em festa" , um evento essencialmente cultural, de lazer e entretenimento que irá decorrer nos dias 25, 26 e 27 de Julho de 2014, no Castro de S. Lourenço, em Vila Chã - Esposende.

Esta iniciativa, que se enquadra na política cultural e turística do Município, assume-se como um evento diferenciador capaz de cativar turistas e visitantes, valorizando o património arqueológico do concelho.

Com entrada gratuita, estacionamento garantido, área alimentar, presença de grupos musicais, mercado romano e muitas mais atrações que em breve serão reveladas pela organização, estão reunidas todas as condições para voltar a ser um evento inesquecível.

Pretende-se desta forma diversificar a oferta turística do concelho, para além do turismo balnear, proporcionando ao público uma experiência diferenciadora, extravasando o âmbito regional e cativando outros públicos, nomeadamente da Galiza, em Espanha, tal como sucedeu no ano passado.

Estamos convictos de que estão reunidos todos os ingredientes para que se repita a verdadeira festa galaica, começando desde logo com o local onde se irá realizar: o Castro de S. Lourenço, um dos maiores ex-libris do património arqueológico de Esposende e da região Norte, rodeado por uma magnífica paisagem.
Para mais informações: www.galaicofolia.com / www.facebook.com/Galaicofolia / Telf. 253 983 256.
 
 
 


1º FESTIVAL DE CAMINHADAS DE ALCOUTIM



1º FESTIVAL DE CAMINHADAS DE ALCOUTIM
17 e 18 de Maio

 
O Festival de Caminhadas é uma iniciativa organizada pelo Município de Alcoutim e conta com caminhadas guiadas em colaboração com as associações Alcance, Odiana, Grupo Desportivo de Alcoutim, Grito d’ Alegria, Clube Desportivo de Vaqueiros, Amigos dos Farelos e Clarines e ProActiveTur. No programa constam percursos com dificuldade alta, média e baixa, nas freguesias de Alcoutim e Pereiro, Giões, Vaqueiros, Martim Longo e ainda em Sanlúcar de Guadiana, com temáticas como observação de aves, interpretação da natureza, história, pastorícia, observação astronómica, etc.

As caminhadas temáticas são guiadas e orientadas por guias especializados, com o intento de explorar novas formas de lazer aliadas ao exercício físico e à descoberta das paisagens culturais e naturais de Alcoutim e de Sanlúcar de Guadiana. Procura-se promover os percursos pedestres existentes mas explorar também novos percursos sobre novas temáticas, alargando assim a oferta turístico-cultural do território.

PROGRAMA

Sábado, 17 de Maio

08.30 h– “Entre Castelos e Menires” – Percurso de 19 km, dificuldade média/alta, com passagem nos montes das Cortes Pereiras, São Martinho e Afonso Vicente. Paragem em dois cafés. Guiado por Município de Alcoutim

Local de encontro – Em frente ao Posto de Turismo de Alcoutim GPS 37º28’16.9’’N 7º28’17.1’’O

09.00 h– “Manhã com o Pastor” – Percurso de 5 km, de dificuldade baixa, com saída da Corte da Seda, acompanhando um pastor e o seu rebanho de cabras. Prova de queijo. Guiado por Município de Alcoutim

Local de encontro – Corte da Seda

GPS  37º26’42.6’’ N  7º29’47.3’’O

09.00 h– “Corre, Corre Guadiana” – Percurso de 8 km, circular, de dificuldade baixa. Passa pelas localidades de Laranjeiras, Guerreiros do Rio, Álamo e Corte das Donas. Guiado por associação Alcance.

Temas do percurso- Rio Guadiana, ervas aromáticas e fabrico do pão.

Local de encontro- Cais do Montinho das Laranjeiras GPS 37º24’13.2N 7º27’29.3’’O

15.00 h- Jogos tradicionais nos Farelos

Organização: Associação dos Amigos dos Farelos e Clarines GPS 37º28’34.6’’N 7º39’18.8’’O

16.00 h– “Alcoutim à vista…desde Espanha” – Percurso de 8 km, saindo de Sanlúcar de Guadiana até à Ribeira Grande e acompanhado a margem espanhola do Rio Guadiana, com vistas a Portugal.

Passagem de barco 1,00€ para cada lado. Oferta de um gaspacho espanhol. Guiado por Município de Alcoutim

Local de encontro – Em frente ao Posto de Turismo de Alcoutim GPS 37º28’16.9’’N 7º28’17.1’’O

16.30 h– “O Viçoso” – Percurso de 7 km de dificuldade baixa, é um percurso pedestre de pequena rota, O seu traçado permite visitar as povoações de Giões, Viçoso, Farelos e Clarines.

Guiado por associações Grito d’ Alegria.

Local de encontro – Em frente à Junta de Freguesia de Giões GPS 37º28’11.3’’N7º41’41.2’’O

19.00 h- Atuação do Grupo Coral “ Os Moços da Aldeia” no monte dos Farelos

Organização: Associação dos Amigos dos Farelos e Clarines GPS 37º28’34.6’’N 7º39’18.8’’O

19.00 h– Mesa redonda “De Sedentário a Maratonista, A Motivação Também Se Treina”  com José Guimarães, corredor de trail running e ultramaratonas.

Local - Sala de sessões da Câmara Municipal de Alcoutim

21.00 h– Sessão de Contos “ Estórias com Pão”, pelo Teatro do Elefante

Local - Praça da República, Alcoutim GPS 37º28’17.0’’N 7º28’18.0’’O

22.30 h– “Em busca das mouras encantadas e outros tesouros” - Percurso noturno de 7 km pela Vila de Alcoutim, com observação astronómica. Guiado por Grupo Desportivo de Alcoutim

Local de encontro – Em frente ao Posto de Turismo de Alcoutim GPS 37º28’16.9’’N 7º28’17.1’’O

Vila Real – Roteiro turístico – Monumentos na cidade


Na sequência de post anterior, vamos divulgar alguns dos monumentos mais importantes da cidade de Vila Real:


Capela de São Brás (MN) – Vila Velha
Atribuída à época de transição do séc. XIII para o séc. XIV, é um pequeno templo românico-gótico, coevo da fundação de Vila Real. Adossada à Igreja de São Dinis, sofreu profundas alterações no séc. XVIII, mas guarda ainda no interior duas arcas tumulares, uma das quais de estilo manuelino. Na outra é tradição que está sepultado Lourenço Viegas, o Espadeiro, companheiro de armas de D. Afonso Henriques.

Existem na parede fundeira, dignos de registo, frescos que representam São Brás(1).

São Brás - "Protector contra as doenças da garganta" e "Padroeiro dos Cardadores"
Em Latim S.Blasius, em Catalão S. Blai, em Francês S. Blaise, em Espanhol S. Blas.

S. Brás nasceu na cidade de Sebaste, na actual Arménia, nos finais do séc. III. Já depois de ter assumido a profissão de médico, sentiu o chamamento de Deus a uma consagração cristã, pelo que terá deixado a sua vida citadina e a sua própria terra indo para os montes, optando por uma modesta vida solitária de oração e de penitência.
A sua fama de santo começou a espalhar-se na comunidade de Sebaste e, quando morreu o bispo daquela cidade, todos o aclamaram como novo pastor. São Brás só aceitou a nova responsabilidade pela forte insistência dos membros da comunidade, porque desejava muito mais a vida retirada de oração e contemplação. Mesmo como bispo continuava a viver numa caverna no Monte Argeu, no meio de animais ferozes, com quem convivia, vindo somente à cidade apenas quando as obrigações de pastor o exigiam. Saber mais>>>

Capela da Misericórdia – Rua da Misericórdia
A sua construção iniciou-se em 20 de Março de 1532, por ordem do Abade de Mouçós, D. Pedro de Castro. No interior, tem quatro retábulos nas paredes laterais, em talha barroca. Dois deles escondem outros anteriores, de granito dourado, muito mais valiosos devido à sua origem maneirista, rara na região(1).

«(…) Em Vila Real fui à Igreja da Misericórdia. Desta feita consegui visitar o monumento. O pavimento, de madeira, dividido em pequenas câmaras, numeradas, tradutor da velha prática de enterramento nas igrejas merece particular atenção. Um das campas não tinha a cobertura em madeira, era de mármore, com a seguinte inscrição, "AQUI JAZ O SANTO SOLDADO JOSÉ CUSTÓDIO INOCENTEMENTE ARCABUZADO EM 12-5-1813". Fiquei intrigado e meti conversa com o zelador da igreja que muito prestavelmente me informou que o soldado em questão foi condenado à morte por ter roubado uma píxide de ouro de uma igreja. O soldado de Mirandela não foi o ladrão, mas sim um primo que o quis comprometer. Jurou sempre a sua inocência, mas acabou por ser arcabuzado. Foi-lhe encontrado no corpo apenas uma bala, a do primo, o tal que lhe quis fazer mal. Os outros soldados dispararam para o ar. E o pai, acabado de regressar de Lisboa com o indulto real, pedido pelos próprios oficiais, que tinham o maior apreço e respeito pelo seu filho, não chegou a tempo de o salvar, mas ainda ouviu a salva de tiros ao entrar na cidade. Existem outras versões, mas esta é paradigmática daquilo de que são capazes alguns seres humanos quando querem comprometer ou destruir a vida do próximo, mas também da cegueira da justiça e da não aceitação da palavra dos que até à morte clamam pela sua inocência. A má consciência dos humanos levou-os a considerar José Custódio como o "santo soldado", como se o atributo de santo fosse uma espécie de consolação pelos males da sociedade que o levaram à morte. (…)» Texto de Salvador Massano Cardoso no blogue: 4R – Quarta República

Igreja de São Domingos / Sé de Vila Real (MN) – Avenida Carvalho de Araújo
Era a antiga Igreja do convento do mesmo nome, que foi sagrada Sé de Vila Real em 1924. É um templo espaçoso, de três naves, construído no séc. XV. A torre sineira foi erguida em 1742 e a capela-mor reformulada em 1753. Sofreu um grande incêndio em 1837, tendo sido reconstruída na década seguinte (1).

Capela Nova – Rua dos Combatentes da Grande Guerra
Também conhecida por Igreja dos Clérigos, a Capela Nova é uma obra atribuída a Nicolau Nasoni. De feições tipicamente barrocas, exibe no interior azulejaria com representação de cenas da vida de São Pedro e São Paulo, sendo o retábulo da capela-mor de talha renascentista, do início do séc. XVII.

No largo fronteiro, realiza-se entre 27 e 29 de Junho de cada ano a tradicional Feira de São Pedro, ou dos Pucarinhos (barros pretos de Bisalhães e linhos de Agarez e Mondrões) (1).

Igreja de S. Pedro – Largo de São Pedro
De origem barroca, a Igreja de São Pedro foi construída em 1528 a mando de D. Pedro de Castro, Abade de Mouçós, que nela tem sepultura. Em 1692, Domingos Botelho da Fonseca, fidalgo da Casa Real, que também ali jaz, mandou revestir de azulejos a capela-mor. Em 1711, a igreja foi objecto de restauro. São de notar a riqueza da talha e o tecto em caixotões (1).

Casa de Diogo Cão (IIP)Avenida Carvalho de Araújo
Localizada bem no centro da cidade, é um edifício de traça medieval, com construções contíguas da mesma feição arquitectónica. Nela terá nascido, segundo a tradição, o navegador português Diogo Cão, que descobriu a foz do Zaire no séc. XV (1).

Casa dos Marqueses de Vila RealAvenida Carvalho de Araújo
Casa onde habitou a família dos Marqueses de Vila Real, caída em desgraça pelo seu envolvimento na conjura contra D. João IV, em 1641. Conserva ainda as ameias e a janela geminada de estilo manuelino (1).

Casa dos BrocasRua Camilo Castelo Branco
Casa senhorial construída pelo avô de Camilo Castelo Branco. Tem na fachada uma lápide que evoca o escritor, mandada colocar pela Região de Turismo da Serra do Marão (1).



Texto: (1) retirado de brochura editada pela Câmara Municipal de Vila Real
Imagens: retiradas da internet, digitalizadas de documentos, fotos próprias

Vila Real – Roteiro turístico – Historial


«À distância duma légua de Vila Real estava a nobreza da vila esperando o seu conterrâneo. Cada família tinha a sua liteira com o brasão da casa. A dos Correias de Mesquita era a mais antiquada no feitio, e as librés dos criados as mais surradas e traçadas que figuravam na comitiva.

D. Rita, avistando o préstito das liteiras, ajustou ao olho direito a sua grande luneta de oiro, e disse:

— Ó Meneses, aquilo que é?

— São os nossos amigos e parentes que vêm esperar-nos.

— Em que século estamos nós nesta montanha? — tornou a dama do paço.

— Em que século?! O século tanto é dezoito aqui como em Lisboa.

— Ah! sim? Cuidei que o tempo parara aqui no século doze...»

 “Amor de Perdição” – Camilo Castelo Branco
 
 

Nas margens do Rio Corgo, um dos afluentes do Douro, a cidade de Vila Real ergue-se a cerca de 450 metros de altitude, numa região que revela indícios de ter sido habitada desde o Paleolítico. Vestígios de povoamentos posteriores, como o Santuário Rupestre de Panóias, denunciam com segurança a presença dos romanos na região, mas os tempos que se seguiram, durante as invasões bárbaras e sobretudo muçulmanas, impuseram um despovoamento gradual que só terminou com a aproximação do século XII, com a outorga em 1096 do foral de Constantim de Panóias, pelo Conde D. Henrique. Em 1289, por foral de D. Dinis (o primeiro dado por este monarca a Vila Real) é fundada a pobra de Vila Real de Panóias, que viria a transformar-se na cidade de hoje.

O êxito da povoação então fundada comprova-se com a evolução do número de moradores: dos cerca de 480 habitantes em 1530, Vila Real passa para cerca de 3.600 em 1795. Este crescimento deve-se em grande parte a uma localização geográfica privilegiada, entre o litoral e o interior, com ligações ao Porto, Chaves, Bragança e terras do Sul.

Nos sécs. XVII e XVIII Vila Real consolida o epíteto de «Corte de Trás-os-Montes», que havia ganho com a presença dos nobres que aqui se fixaram por influência da Casa dos Marqueses de Vila Real, presença ainda hoje visível nas inúmeras pedras-de-armas que atestam os títulos de nobreza dos seus proprietários.

Como povoação mais importante em Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real adquiriu o estatuto de capital de província e, já neste século [séc.XX], na década de 20, viu reconhecido o seu peso económico, demográfico e administrativo com dois actos de grande relevo: a criação da Diocese em 20 de Abril de 1922 e a elevação a cidade em 20 de Julho de 1925.

O concelho de Vila Real, sem prejuízo da feição urbana da sua sede, mantém características rurais bem marcadas. Dois tipos de paisagem dominam: a zona mais montanhosa das Serras do Marão e do Alvão, separadas pela terra verdejante e fértil do Vale da Campeã, e, para Sul, com a proximidade do Douro, os vinhedos em socalco. Por toda a parte existem linhas de água que irrigam a área do concelho, com destaque para o Rio Corgo, que atravessa a cidade num pequeno mas profundo vale, originando um canhão de invulgar beleza.

[Como resultado da recente reorganização administrativa], o concelho é constituído por 20 freguesias: Abaças, Adoufe/Vilarinho da Samardã, Andrães, Arroios, Borbela/Lamas d’Olo, Campeã, Constantim/Vale de Nogueiras, Nogueira/Ermida, Folhadela, Guiães, S. Tomé do Castelo/Justes, Mouçós/Lamares, Lordelo, Mateus, Mondrões, Parada de Cunhos, Vila Real (Nª Sª da Conceição/S. Pedro/S. Dinis), S. Miguel da Pena/Quintã/Vila Cova, Torgueda, Vila Marim. (1) 

Em próximos posts vamos colocar informações sobre:

- Monumentos localizados nos arredores (zonas rurais)
– Artesanato, gastronomia e vinhos
– Festas, feiras e romarias
- Arqueologia e museus
– Natureza, lazer, turismo rural e campismo


Texto: (1) retirado de brochura editada pela Câmara Municipal de Vila Real
Imagens: retiradas da internet, digitalizadas de documentos, fotos próprias

Visita com lanternas às pontes da Fortaleza de Valença


Visita com lanternas às pontes da Fortaleza de Valença
No próximo dia 6 de Setembro, Sexta-feira, a partir das 21h30m, a Câmara Municipal de Valença vai realizar uma visita guiada noturna, com lanternas, para conhecer as pontes e caudas de andorinha da Fortaleza.

Com esta iniciativa, pretende-se levar os participantes à descoberta dos pormenores e histórias das antigas pontes levadiças da Fortaleza, nomeadamente às da Coroada, às das Portas do Meio e às das Portas de Monção, assim como à Cauda de Andorinha da Gaviarra e à antiga estrutura das Cortinas de São Francisco, guiados pelos técnicos de turismo do município.

Para o Presidente da Câmara, Jorge Salgueiro Mendes, “Estas visitas guiadas temáticas são uma oportunidade única para sentir de perto a secular história desta joia patrimonial que é a Fortaleza de Valença, um autêntico museu vivo”.

Esta visita guiada é, também, um convite a vivenciar momentos marcantes da história militar de Valença e da Península Ibérica, trazendo uma lanterna.

O percurso começa, às 21h30, junto às Portas da Coroada, na Fortaleza, e será enriquecido com os sons da gaita-de-foles, que proporcionarão pequenos mas interessantes momentos musicais.
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