Por terras de fortes tradições


O artigo de hoje sugere um passeio pelo Alentejo profundo, desde «(…) Serpa até à (…) barragem de Alqueva, com passagem por Barrancos e pelo castelo de Noudar.
Antes de sair de Serpa não deixe de visitar a capela de São Gens, de estilo manuelino, o castelo da vila, de construção árabe e as muralhas dionisinas. 
Conheça ainda a igreja matriz, do século XIII e parta depois em direcção a Espanha, tomando a EN 260.
Passados 17km encontra Vila Nova de São Bento (os mapas de estradas ainda lhe dão o nome de aldeia) e 12 km depois corte à direita para Vila Verde de Ficalho. Aqui, visite a igreja matriz e os vestígios arqueológicos das ruínas medievais. 

Saindo da povoação tome a EN 385 até Safara. Trata-se de uma interessante aldeia com igreja matriz de século XVIII e barragem próxima.
Siga até Santo Aleixo da Restauração - povoação muito sacrificada com as guerras da restauração - através da EN 258. Daqui até Barrancos são cerca de 20 km através de estrada sinuosa ladeada por herdades de sobro. 


Vila branca, Barrancos é conhecida por conservar algumas tradições ancestrais como os touros de morte e um dialecto próprio, o barranquenho [Não se esqueça de provar o Presunto de Barrancos]. 

À saída da vila, junto de uma rotunda (…), corte à direita seguindo uma estrada em terra batida. Passados cerca de 10 km a nordeste da vila encontra o castelo de Noudar, um marco importante nos avanços e recuos de reconquista e da independência de Portugal.
Depois de feito este caminho sinuoso, que em cada curva vai mostrando uma perspectiva de fortaleza, chega a uma plataforma altaneira (com cerca de 300 metros), nascida da confluência das ribeiras de Múrtega e de Ardila, onde se ergue o castelo. 

Noudar é defendido por um importante pano de muralha que por sua vez é coroada pela torre de menagem. No interior permanece um templo dedicado à Senhora de Entre-ambas-as-Águas, uma cisterna quatrocentista, a casa dos governadores e vestígios do antigo povoado.

Regresse a Barrancos e continue este passeio através da EN 258,para logo depois seguir sobre a direita a apanhar a EN 386 que o levará através das povoações de Amareleja e Póvoa de São Miguel até Moura

Antes de conhecer a vila, famosa pela sua arquitectura popular, com chaminés cilíndricas ornamentadas, balaustradas azulejadas e lanternins de cobertura em cerâmica, corte à direita pela EN 384 para conhecer o enorme paredão da (…) barragem de Alqueva. (…) 

Retorne pelo mesmo caminho e siga então em direcção a Moura, através da EN255. Em Moura não deixe de visitar a Igreja de São João, o Convento do Carmo, a igreja de São Francisco e o Bairro da Mouraria.»

Mapa do passeio


In Guia da Semana – Expresso

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