Guimarães - O património de uma Nação

Este post propõe «(…) uma visita demorada ao centro histórico de Guimarães, cuja cuidada recuperação trouxe para a cidade onde Portugal nasceu, o título de Património Cultural da Humanidade.
Inicie-se o percurso fora da muralha, no Largo da República do Brasil, visitando a Igreja dos Santos Passos dedicada a S. Gualter - patrono das festas da cidade. Setecentista, este templo apresenta a mistura arquitectónica do período entre D. João e D. Maria. No seu interior, o destaque vai para a magnífica via-sacra de gravuras policromas francesas emolduradas a madrepérola. Siga-se pela Avª Alberto Sampaio até ao Largo Condessa Mumadona, apanhando o caminho pedonal que vai até ao Paço dos Duques de Bragança.
Uma visita a este edifício mandado recuperar por Salazar nos anos 40, permitirá observar as fantásticas tapeçarias de desenho atribuído a Nuno Gonçalves com os motivos da Tomada de Arzila, a Sala d’Armas com a Colecção Pindela, o Salão Nobre e a Sala D. Catarina (a que deu nome ao Bairro de Queens, em Nova Iorque) onde pontua um cordeiro pascal da autoria de Josefa d’Óbidos. Todo o recheio, desde o mobiliário à pintura e à porcelana, justificam bem esta visita.
Um pouco acima fica a Igreja de S. Miguel, dada como local de baptismo de D. Afonso Henriques e mausoléu de alguns dos mais importantes nobres que estiveram na génese da nação.
Mais adiante, surge o castelo de Guimarães, cuja torre de menagem terá sido mandada construir por Mumadona Dias logo após a invasão normanda de 996. Justifica-se a visita às ruínas do paço interior, bem como um passeio ao redor do adarve da fortaleza românica.
Descendo de volta ao Paço dos Duques, torna-se inevitável não reparar na estátua do fundador da nacionalidade. Descendo pela rua de Santa Marta até à Praça de Santiago, atinge-se o Largo da Oliveira. Passando por baixo daquele que foi o antigo edifício dos Paços do Concelho e que é hoje o Museu de Pintura Primitiva Moderna. A coroar este edifício encontra-se a estranha estátua das duas caras que a história relaciona com a tomada de Ceuta. Neste largo, aprecie-se a magnífica Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e o notável Padrão de Salado.
Ligado à igreja, encontra-se o Museu Alberto Sampaio que, com os seus claustros e museu de arte sacra, justificam a visita. Entre-se depois à direita, pela Avª S. Dâmaso e siga-se para o complexo da Igreja de S. Francisco que apresenta alterações de todos os séculos entre o XV e o XIX. Siga-o pela mesma artéria até à Rua Paio Galvão.
Entrando pela Porta do Toural, tome-se a Rua D. Maria II onde se situa a igreja renascentista da Misericórdia. De novo no Largo do Toural, observe-se a bela Igreja de S. Pedro. Um pouco adiante, à esquerda, entre-se na Rua D. João I onde pontua a Igreja de S. Domingos, um edifício do séc. XIV mandado construir pelo arcebispo de Braga e guerreiro em Aljubarrota.»   
In Guia da Semana – Expresso

Guimarães está localizada na antiga província do Minho (antigamente designava-se como Entre Douro e Minho), terras onde os usos, costumes e tradições, os trajos, a gastronomia e os vinhos verdes possuem características bem marcantes.

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